O e-Social não é o problema, o problema é a falta de gestão nos aspectos de SST.

Profissionais de SST, não deixem de ler este artigo que elaborei.
 
Tema: O e-Social não é o problema, o problema é a falta de gestão nos aspectos de SST.
 
Quando lí esta frase pela primeira vez, pensei, repensei e fui estudar sobre a falta de Gestão.
 
A partir disso comecei um árduo trabalho de realizar auditorias em documentação que fazem a Gestão dos aspectos de SST e ai tive a real convicção que é realmente verdade. Foram quase dois anos de intensas pesquisas e auditorias para chegar a conclusão que de fato temos muito que aprender para conseguirmos atender toda a legislação pertinente a SST no Brasil.
 
Não vou entrar no ponto que temos uma série de regras, que nos deixam pensativos e atormentados, vou me conter somente no básico.
 
O básico que falo é um PPRA ter os levantamentos de todos os fatores físicos, químicos, biológicos, devidamente mencionados. Ex. tem produto químicos solupan ( o famoso roxinho) no processo ou na limpeza de peças no seu cliente ou Empresa ? Se tiver, nunca, mas nunca mesmo escreva solupan no PPRA. Vá na FISPQ do produto e verifique a composição química, dessa forma você irá descobrir que o solupan, não é solupan é hidróxido de sódio, e é hidróxido de sódio que deverá ser mencionado no PPRA/LTCAT e no e-Social, para que você consiga declarar 02.01.490 Hidróxido de sódio. Agora faça a analogia para os demais produtos químicos.
 
Falando em químicos, você já fez fit test nos trabalhadores que usam proteção respiratória?
 
Só para apimentar, e o aren e o VDVR, das VMBs e VCIs, para que servem mesmo? Procure os códigos 01.01.016 e 01.01.022 que irá descobrir.
 
O básico que falo é ter um LTCAT que possua quantificação e não a mágica da qualificação para agentes quantificáveis.
 
Aproveitando, os códigos 01.01.002 Ruído contínuo ou intermitente (legislação previdenciária) e 01.01.018 Temperaturas anormais (calor) (legislação previdenciária) não foram colocados atoa na Tab 23. Vamos falar de ruído Q3 e Q5 numa próxima oportunidade.
 
Um PCMSO que aponte risco ergonômico sem uma AET elaborada por um profissional Ergonomista ou de um PPRA sem base técnica da AET, é um tiro de misericórdia no Empregador, reflita muito sobre isso e leia atentamente o Manual de Aplicação da NR17 pelo menos uma vez na vida.
 
Ver um Mapa de Risco informando risco inexistentes no PPRA ou deixando de informar aqueles existentes, é quebrar todo o ciclo.
 
E as OSs quando não conversam com os levantamentos de riscos ambientais? La nos USA e na França vi muito isso acontecer! SQN!!
 
EPIs, aah os EPIs, as luvas estão atendendo o nível de rasgamento necessário do seu processo? Oooo Serrano onde eu encontro o nível de rasgamento de um EPI ? Digita ai….., CAEPI do MTE que você terá muitas surpresas, principalmente com proteção química.
 
Descrição de cargos?, tá tudo la no RH, iguaizinhas aos CBOs. Não fala isssooo, as descrições das atividades, precisam descrever as atividades reais dos trabalhadores, com detalhes. O e-Social ofereceu 999 caracteres para você se divertir, mas cuidado com que irá escrever, os mais interessados no e-Social terão total acesso as essas informações. Agora imagine quem são os mais interessados no e-Social e tenha suas conclusões.
 
Enfim, o e-Social não o problema, o problema é a falta de Gestão, agora acrescento a falta de conhecimento, capacitação, malícia jurídica e muitas vezes boa vontade de estudar.
 
Conclusão: Você não precisa entender de e-Social, digitar vai ser muito fácil nas telas que os mestres da informática estão preparando para nós, o grande X da questão é se todas as informações pertinentes SST estão consistentes, coerentes e devidamente registradas nos PPRAs, PCMSOs, LTCATs, AETs, se estiverem, tudo certo, tudo será muito fácil.
 
Tem mais, podem até conseguir desmontar o e-Social, mas o legado que ele esta deixando para a área de SST é GRANDIOSO!