Tolerabilidade de risco

Um dos grandes desafios para os profissionais de SST na atualidade é e será avaliar a categoria de risco de cada atividade (ex. trivial, tolerável, moderado, substancial, intolerável).

Historicamente temos diversas ferramentas que nos ajudam a identificar e classificar os aspectos e impactos de cada verbo funcional (carregar, descarregar, elevar, transportar, pintar, dirigir,) entre muitos outros existentes nos locais de trabalho. Mesmo que já tenha sofrido atualizações, a BS8800 nos deixou ricos ensinamentos para quantificação e categorização de riscos. (BS8800-1996, OSHAS 18000-1999 e atualmente ISO 45001)

O tema deste artigo é proposital, pois uma das grandes buscas na área de SST é ter trabalhadores intolerantes ao risco ocupacional, mas para isso é fundamental que possamos oferecer a eles informações técnicas do que é intolerável no ambiente de trabalho.

Por outro lado, as organizações precisam identificar os riscos intoleráveis para que possam investir esforços e recursos para adotar ações de prevenção ou proteção, no sentido de baixar a magnitude dos riscos para valores considerados toleráveis ou não significativos ao processo.

Ao ler a nova NR 1, norma regulamentadora do Ministério da Economia, podemos ver uma “modernização” no texto, o que nos leva a enxergar a necessidade do inventário de riscos, ou seja, a elaboração de uma estrutura orbitalizada para gerenciamento dos riscos ocupacionais.

Esta estrutura deverá nascer da exata analise da descrição de tarefa REAL que o trabalhador realiza e não da descrição escrita em procedimentos de trabalho.

A partir disso, conseguiremos analisar cada verbo funcional e categoriza-los de forma quantitativa, para que ai sim, darmos aos Empregadores e aos Trabalhadores a Tolerabilidade de Riscos.

CAPACITE-SE SEMPRE! #EHSHolambra